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Varíola dos macacos é confirmada em 2 bebês no Brasil: um de 10 meses e outro de 60 dias

Bebês contaminados pelo vírus Monkeypox estão em São Paulo e na Bahia
Publicado 23 Ago 2022 – 05:05 PM EDT | Atualizado 23 Ago 2022 – 05:05 PM EDT
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Dois bebês foram diagnosticados com varíola dos macacos Crédito: deucee_/iStock

O Brasil registrou dois casos de varíola dos macacos em bebês, um deles foi confirmado no estado de São Paulo e outro na Bahia. Crianças com menos de 8 anos, de forma geral, estão mais suscetíveis a desenvolverem quadros mais graves da doença e por isso fazem parte dos grupos de risco.

Varíola dos macacos é confirmada em dois bebês no Brasil

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo confirmou que um bebê de 10 meses, do sexo masculino, testou positivo para a varíola dos macacos. Em nota, o órgão explicou que a criança está estável e não apresenta gravidade.

"O início dos sintomas foi em 11 de agosto. A criança se encontra em isolamento domiciliar e, no momento, está clinicamente estável e sem sinais de agravamento, com quadro clínico característico para a doença, com febre e lesões cutâneas", afirmou o órgão em nota.


Outro caso foi registrado na Bahia, este em um bebê mais novo, com dois meses de idade. A Secretaria de Saúde do estado confirmou, mas não detalha o estado de saúde da criança.

Crianças, gestantes e lactantes fazem parte do grupo de risco

Desde o início do surto global de varíola dos macacos, a Organização Mundial da Saúde coloca crianças como um grupo de risco da monkeypox porque dados prévios indicam mostram que elas estão mais propensas a desenvolverem quadros graves que adultos e adolescentes. No atual surto o órgão ressalva que houve um pequeno número de crianças afetadas.

Vale lembrar que gestantes e lactantes também fazem parte do grupo de risco da varíola dos macacos e o Ministério da Saúde chegou a elaborar uma nota técnica referente aos principais cuidados que essas pessoas devem ter.

Segundo o órgão, crianças menores de oito anos e os demais pertencentes ao grupo de risco devem:


  • Manter o uso de máscaras, principalmente em ambientes com indivíduos potencialmente contaminados
  • Afastem-se de pessoas que apresentem sintomas suspeitos como febre e lesões de pele-mucosa
  • Usem preservativo em todos os tipos de relações sexuais (oral, vaginal, anal) uma vez que a transmissão pelo contato íntimo tem sido a mais frequente
  • Estejam alertas para observar se sua parceria sexual apresenta alguma lesão na área genital e, se presente, não tenham contato
  • Procurem assistência médica, caso apresentem algum sintoma suspeito, para que se estabeleça diagnóstico clínico e, eventualmente, laboratorial.


O documento afirma, também, que não existem protocolos de tratamento específicos para a varíola dos macacos e o ideal é prevenvir a doença por meio da higiene das mãos e do ambiente.

Varíola dos macacos: informações importantes

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