Isabel Veloso desenvolve Doença do Enxerto contra Hospedeiro: o que é?

Isabel Veloso desenvolve Doença do Enxerto contra Hospedeiro: o que é?

Doença do Enxerto contra Hospedeiro é relativamente comum após transplante de medula óssea, mas caso de Isabel é grave

A jovem Isabel Veloso, de 19 anos, foi diagnosticada com a Doença do Enxerto contra Hospedeiro, divulgou o pai, Joelson Veloso. 

É uma complicação que pode acontecer após um transplante de medula óssea, mas a gravidade varia. Segundo o marido de Isabel, Lucas Veloso Borbas, o quadro da influenciadora é delicado.

O que aconteceu com Isabel Veloso?

Isabel trata desde os 15 anos um Linfoma de Hodgkin, tipo de câncer justamente nas células que deveriam nos proteger contra bactérias, vírus e outros perigos.

Em outubro de 2025, ela passou por um transplante de medula óssea, uma nova tentativa de seu tratamento oncológico. O pai foi o doador.

Em novembro, ela chegou a receber alta e ir para casa, mas voltou a ser internada em dezembro. 

Doença do enxerto contra hospedeiro

Isabel Veloso
(Crédito: Reprodução/ Instagram @isabelvelosoo)

A complicação acontece quando a nova medula óssea, de um doador, passa a reconhecer os órgãos do paciente como estranhos e atacá-los. Isso não só atrapalha o funcionamento dos órgãos como também aumenta as chances de infecção.

Os principais órgãos prejudicados são:

  • • pele
  • •  trato gastrointestinal
  • • fígado 
  • • pulmões

A doença pode ser aguda, geralmente nos primeiros três meses após o transplante, ou crônica, em geral após três ou quatro meses do procedimento. O mesmo paciente também pode desenvolver ambas.

Os sintomas podem ser leves, moderados ou severos. Há tratamento, mas a doença do enxerto contra hospedeiro pode ser fatal.

Quanto maior a compatibilidade do doador, menor o risco para a complicação. Medicamentos também ajudam na prevenção.

Transplante de medula óssea

O transplante pelo qual Isabel passou é um dos tratamentos possíveis em um caso de Linfoma de Hodgkin ou outras doenças que afetam células do sangue. 

No procedimento, a medula óssea doente é substituída por células normais para que o organismo possa reconstituir uma medula óssea saudável.

O transplante nem sempre precisa ser feito com a medula de um doador, mas, nesses casos, o nível de compatibilidade entre as duas pessoas é de extrema importância.

Riscos para o paciente

Isabel Veloso
(Crédito: Reprodução/ Instagram @isabelvelosoo)

A seleção adequada do doador e os cuidados pré e pós procedimento são importantes justamente para evitar complicações.

A doença do enxerto contra hospedeiro e infecções são os principais riscos para o paciente. A rejeição da medula é relativamente rara, mas também pode acontecer.

Já para o doador, os riscos são baixos, já que em poucas semanas a medula óssea se recupera inteiramente.

Este conteúdo contém informações do Código Internacional de Doenças, do Instituto Nacional de Câncer e da Associação Brasileira de Câncer do Sangue.

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