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Cientistas criam ultrassom em adesivo: adere à pele e fornece imagens dos órgãos por até 48 horas

Nova tecnologia poderá ser usada em casa e pode ser especialmente boa para dois grupos de pessoas
Publicado 4 Ago 2022 – 12:12 PM EDT | Atualizado 4 Ago 2022 – 12:12 PM EDT
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Ultrassom adesivo Crédito: Reprodução/Massachusetts Institute of Technology

Ao que tudo indica, realizar um ultrassom pode se tornar uma tarefa simples graças a um dispositivo adesivo desenvolvido por uma equipe de cientistas da instituição de ensino norte-americana Massachusetts Institute of Technology, o MIT.

Pesquisadores desenvolvem ultrassom adesivo que pode ser utilizado em casa

Engenheiros do MIT desenvolveram um novo dispositivo adesivo que possibilita o fornecimento de imagens nítidas do corpo humano. Por meio de uma pesquisa, publicada no periódico científico Science, os os cientistas apresentaram um dispositivo do tamanho de um selo que adere à pele e pode fornecer imagens dos órgãos por até 48 horas.

Os especialistas aplicaram o adesivo em 15 voluntários saudáveis, em diversas áreas do corpo, como braços, peito e pernas. Eles foram monitorados por 48 horas e realizaram atividades físicas cotidianas, como correr, caminhar e fazer musculação.

Quando grudado no braço, por exemplo, o ultrassom forneceu imagens contínuas do bíceps, o que foi suficiente para os especialistas monitorarem os microdanos causados no músculo após uma sessão de levantamento de peso de uma hora.


Os pesquisadores apontam, também, que o adesivo poderá ser usado em pacientes hospitalizados, semelhantes aos adesivos de eletrocardiogramas, criando imagens e realizando o monitoramento do organismo sem a necessidade de um especialista para operar o dispositivo.

A camada adesiva do ultrassom é feita de duas folhas finas de elastômero, que encapsulam uma camada mais grossa de hidrogel sólido, material que interpreta ondas sonoras com facilidade.


Atualmente, o dispositivo é conectado a uma caixa com fios que transformam as ondas sonoras em imagens, mas os especialistas disseram, por meio de um comunicado à imprensa, que pretendem criar adesivos de segunda geração que podem se ligar aos smartphones dos usuários.

De acordo com a pesquisa, eventualmente o adesivo poderá ser usado em casa, beneficiando em especial gestantes, já que facilitam o monitaramento de fetos, e atletas, pela observação do sistema músculo-esquelético.

Ultrassom: Informações importantes

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