Tratamento complementar

por | jun 30, 2016 | Alimentação

Nos últimos anos, as chamadas “terapias alternativas” têm sido alvo de crescente interesse. Não é de se estranhar, pois existe no ser humano uma busca constante por mais e melhores formas de tratamento. Certamente rumamos para um futuro onde o médico estará atento a novos conhecimentos, mas também mergulhará com a mesma intensidade no resgate de tradicionais formas de terapias, visando sempre o aprimoramento do saber que resulta no conforto e alívio da humanidade. Nesta vertente haverá equilíbrio para perceber possíveis exageros ou irresponsabilidades.

Recentemente, li alguns relatos de um colega médico acupunturista*, que descrevia um caso de uma mulher, que ele recebera em seu consultório. Ela possuía o diagnóstico de câncer de mama, cuja indicação era a abordagem cirúrgica o quanto antes.

Sabemos que a maioria dos tipos de câncer tem aumentado em número progressivamente. E quando falamos de câncer, podemos falar em alívio da dor, de acalmar a ansiedade, de beneficiar a depressão, de propiciar bem-estar, de inibir a progressão etc.

No entanto, como é muito comum hoje em dia, navegando na internet ela descobriu um site cujo texto levava a crer que o uso exclusivo da Acupuntura para tratamento deste mal seria suficiente. As vantagens de tal tratamento era exaltado, em detrimento do procedimento cirúrgico sugerido.

Por sorte dela, tal colega que unia o bom senso aos seus conhecimentos de Medicina Chinesa e Medicina Ocidental encorajou-a a cirurgia o quanto antes. “A Medicina é única e universal, uma complementa a deficiência e aumenta a eficiência da outra”, dizia ele.

Quando dizemos “A Medicina Chinesa”, a “Medicina Ayurvédica”, a “Medicina Homeopática” ou qualquer que seja, estamos dando ênfase a um tipo a mais de abordagem, que não prescinde de forma alguma os conhecimentos científicos atuais. Na verdade, nós caminhamos para que haja cada vez mais consciência disto no meio médico.

Acredito que tudo o que foi descoberto tenha a sua utilidade no mundo. Grande parte das abordagens vem da busca por melhores alternativas e tem em si o desejo sincero de ajudar. Por isso, é importante procurar um médico ao se submeter a tais tratamentos, pois o mesmo tem o conhecimento das técnicas científicas modernas e também a abordagem não convencional e saberá lhe auxiliar na distinção dos limites e indicações de uma e outra.

Sabemos que a maioria dos tipos de câncer tem aumentado em número progressivamente. E quando falamos de câncer, podemos falar em alívio da dor, de acalmar a ansiedade, de beneficiar a depressão, de propiciar bem-estar, de inibir a progressão etc. Neste sentido, também há espaço para as diversas terapias ditas alternativas.

Já que falamos em Acupuntura, pesquisas atuais sugerem sua eficácia como adjuvante no tratamento de náuseas e vômitos em pacientes submetidos à quimioterapia.

O melhor sempre será prevenir. Quando falamos em evitar o sedentarismo, o tabagismo, a obesidade, o uso de hormônios sem indicação precisa, em privilegiar a alimentação saudável (com menos produtos artificiais, incluindo os defumados e embutidos em geral), preferindo as frutas e vegetais, estamos prevenindo o câncer.

Muitos compostos químicos presentes em determinados alimentos industrializados ou em produtos de uso caseiro têm potencial cancerígeno. Metais pesados, que podem estar presentes na água e nos alimentos, e a poluição eletromagnética também contribuem para este mal.

Enfim, antes de pensarmos que existe alguma planta especial ou algum remédio ou técnica milagrosa, que possamos perceber e atuar a fim de que os riscos e as exposições possam ser minoradas ou abolidas, o que representará para todos nós e para o planeta uma incalculável preservação da integridade física, econômica e emocional. Até breve!

* Dr. Hong Jin Pai – Livro: “Acupuntura, de terapia alternativa a especialidade médica”.