Cada célula do nosso corpo é composta por uma série de elementos. E eles funcionam de forma harmoniosa, poderíamos compará-los aos setores de uma fábrica, cada um com uma tarefa própria, para se chegar a um produto final.
De um modo geral as células se comunicam através de mensagens dadas por substâncias produzidas por elas mesmas. O tempo de vida de uma célula varia bastante e elas produzem seus componentes sem cessar. Estes componentes são as proteínas, os hormônios, as imunoglobulinas, que fazem parte do sistema de defesa, entre muitas outras substâncias.
Cada produto tem uma tarefa própria, uma função específica. Cada produto desencadeia uma reação específica no corpo. Por que estou dizendo tudo isso?
A questão é: as substâncias produzidas em maior quantidade são aquelas determinadas pelo sentimento que é mais acessado.
As nossas sensações são resultado das substâncias que nossas células produziram. Alegria, rancor, mágoa, ressentimento, esperança, paz, disposição… São reflexo das substâncias que circulam no organismo. Mas será mesmo que não passamos de máquinas escravizadas às determinações de um sistema de hormônios e substâncias produzidas, ou seríamos gestores da situação? Vamos ver…
Neste momento, se começarmos a relembrar algum fato que achamos doloroso, ou que foi muito ruim, nos sentimos imediatamente deprimidos, a tristeza toma conta de nós e parece que o mundo não está tão colorido assim. Ao contrário, se pensamos em coisas positivas, alegres, em momentos de felicidade, imediatamente nos sentimos melhor, mais dispostos e esperançosos, cheios de energia e de vida.
Se nos fixamos em determinado comportamento, as nossas células passam a produzir substâncias que condizem com este comportamento, reforçando-o. A questão é: as substâncias produzidas em maior quantidade são aquelas determinadas pelo sentimento que é mais acessado. Se nos habituamos a reclamar, a achar tudo ruim e não ter esperança na vida, nós programamos o nosso corpo para produzir substâncias concernentes a este estado.
Vocês já viram alguma coisa que foi criada não defender a sua própria existência? Pois bem, as conexões cerebrais vão se modificando para que a produção de tal ou qual produto se faça cada vez mais rápido, mais facilmente e com o mínimo de esforço.
Isso significa que, progressivamente, determinadas situações de menor importância ou pequenos pensamentos já serão capazes de desencadear tal estado em nós, pois estamos exercitando um “estilo” de fisiologia.
O interessante é que conforme isso vai acontecendo, as pessoas passam a nos reconhecer desta forma e, portanto, a ter atração ou repulsão por nós. As células que produzem determinadas substâncias mais facilmente do que outras vão passar esta informação para as células filhas quando se reproduzirem e, assim, sucessivamente. Com o tempo, cada vez mais o padrão de sentimento que escolhemos é reforçado pelo nosso próprio corpo.
Sentir-se bem é produzir mais componentes de defesa, estimulantes do sistema imune, que combate infecções e tumores. Sentir-se bem é produzir mais substâncias antioxidantes que retardam o envelhecimento. Sentir-se bem é produzir mais neurotransmissores responsáveis pelo bem-estar.
Exercitemos este estado, habituemo-nos a comportamentos saudáveis, a companhias saudáveis, a divertimentos saudáveis, a comentários saudáveis…
Essa é a nossa tarefa quando queremos e escolhemos melhorar a nossa saúde, nossa vida, nossas relações. Isso nós podemos fazer por nós mesmos! Este é o nosso caminho de cura real. Fiquem bem e até a próxima!