Alimentação 30 de junho, 2016 Por Laís Peterlini

Ortorexia nervosa: o que é, como identificar e tratamento

Comer de maneira saudável é importante, mas pode ser um problema se isso representar uma obsessão. A ortorexia nervosa já foi, inclusive, tema de um livro escrito pelo médico americano Steven Bratman, que criou o termo. Do grego “ortho” significa correto e “orexis”, apetite.

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O que é 

Segundo a nutróloga e membro da Associação Brasileira de Nutrologia Maria Del Rosario, pessoas com esse problema apresentam uma preocupação excessiva com a qualidade da alimentação limitando a variedade de alimentos ingeridos. A maioria das pessoas que sofre de ortorexia nervosa corta do cardápio carne, laticínios, gorduras e carboidratos sem fazer substituição adequada.

Falta de nutrientes

“Quando se retira do cardápio a carne, os laticínios e ovos caem substancialmente a ingestão de vitamina B12, cálcio, zinco e ferro na sua forma mais facilmente absorvível pelo organismo”, afirma a nutricionista Amanda Epifanio, do Centro Integrado de Terapia Nutricional, em São Paulo.

Como identificar

Com informações obtidas nos meios de comunicação, a pessoa inicia um processo de mudança radical na rotina de alimentação. De acordo com a especialista, no início são excluídos da alimentação produtos com gordura trans, conservantes, corantes, agrotóxicos e outros componentes considerados impuros e prejudiciais.

Em outros estágios do distúrbio, a pessoa cria uma preocupação excessiva com a maneira como os pratos são preparados e, com isso, comer fora de casa torna-se um problema. “Acabam se isolando para conseguir se alimentar dessa forma saudável ou com alimentos considerados “puros” em casa. A dieta “saudável” acaba tomando conta da sua vida”, explica a nutróloga.

Diagnóstico

Segundo Maria, o grande problema da ortorexia nervosa é que a pessoa não procura ajuda porque acredita que está fazendo a escolha certa. Para diagnosticar o problema, são usados principalmente exames que comprovem déficits de nutrientes.

Tratamento

É preciso investir em um acompanhamento psicológico e em uma reeducação alimentar prescrita por um especialista. Além de provocar a reflexão na pessoa, o tratamento precisa ajuda-la a montar um cardápio mais saudável sem exageros. 

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