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Juventude segundo GH > Controvérsia científica

Publicado 30 Jun 2016 – 08:25 PM EDT | Atualizado 2 Abr 2018 – 01:38 PM EDT
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Controvérsia

A indicação do GH para fins estéticos não é unanimidade em meio à comunidade médica e científica, apesar da existência de estudos relacionados ao tema. Para a Dra. Marisa Helena César Coral, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, ao recomendar a aplicação do hormônio para fins não clínicos, o médico pode estar sendo irresponsável. "O paciente pode ser exposto a uma série de riscos. O GH não é recomendado desta forma por nenhuma sociedade cientifica séria, já que não há comprovações de benefícios estéticos que venha a motivar", explica a médica.

Segundo ela, descobriu-se que o hormônio possuía ação anabolizante e de melhora no metabolismo, mas não há estudos conclusivos sobre benefícios estéticos. "Não digo que a pessoa não tenha a sensação de melhora física, mas quem garante que se ela apenas comesse bem e fizesse exercícios de forma regular, não teria estes resultados? Do ponto de vista cientifico, há muitos aspectos negativos em sua utilização", afirma.

Quem garante que se ela apenas comesse bem e fizesse exercícios de forma regular, não teria estes resultados?


Com posição menos radical, o Dr. Antonio Carlos Minuzzi, endocrinologista e membro da Sociedade Internacional de Pesquisa do Hormônio do Crescimento, recomenda, antes de tudo, testes para aferir se o paciente está produzindo GH de maneira anormal. Caso seja comprovada a deficiência na produção do hormônio, os benefícios de sua aplicação serão enormes. "Se os exames laboratoriais mostram problemas na taxa hormonal, doses extras de GH são necessárias. O paciente pode ter melhorias cardíacas, circulatórias, de memória, de massa muscular", enumera.

Entretanto, o efeito não será satisfatório para pessoas com índices normais de GH no organismo. Segundo o médico, a procura pela aplicação do hormônio do crescimento se deve ao aumento no número de pessoas com deficiência deste tipo de substância. "O estilo de vida que levamos atualmente leva ao problema. O excesso de consumo de carboidratos, álcool e fritura provocam o excesso de peso, que inibe a produção do GH", esclarece.

O acompanhamento médico é essencial não só por garantir o tratamento com segurança, mas também pela impossibilidade de se comprar legalmente a substância sem a receita médica. "Se a pessoa tiver o azar de durante o uso desenvolver uma doença maligna, terá de parar com as aplicações. Por isso, a necessidade de exames periódicos", conclui Dr. Minuzzi.

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