Crise vocacional

Ainda jovens e imaturos fazemos uma opção de carreira própria, ou seguimos os passos profissionais dos pais, ou ainda, herdamos o negócio da família. Durante alguns anos de vida profissional tudo vai bem, pois existe a vontade de vencer, o entusiasmo por estar produzindo, o afã de correr atrás de resultados financeiros e reconhecimento, construir família e estabelecer um código de valores pessoais.

Assim passamos muitos anos: batalhando, investindo, tendo filhos, educando-os, e passando por cima de alguns valores, antes tão importantes para nós, mas que agora se encontram soterrados no fundo de nossa alma.

De repente, surge do nada uma insatisfação com o trabalho, com o relacionamento afetivo e com a vida em geral, sendo comum a pessoa se sentir deprimida, irritada e até mesmo frustrada sem saber o motivo.

Nada mais parece estar bem, surge um vazio na alma que clama por ser preenchido a qualquer custo. Esta necessidade, se mal orientada, pode levar a pessoa a buscar externamente o preenchimento deste vazio através do aumento do consumo de bebidas alcoólicas, comida, drogas, compras ou sexo.

Observe quantas pessoas nesta fase de crise aumentam o consumo de comida ou de bebida?

Nosso “ser essencial” busca a realização de seu propósito de vida, e se nos acomodarmos e permanecermos apegados a um modo de agir ou a um emprego garantido mas que não nos satisfaz, se nos mantivermos surdos a este “chamado interior” de nossa felicidade e do encontro com nossa verdadeira vocação, então estaremos diante de uma grande crise existencial.

A crise deve ser vista positivamente, pois sem ela continuaríamos agindo no sentido contrário à nossa própria evolução.

CRISE = CHANCE DE APRENDER E EVOLUIR

Quanto mais distante a pessoa estiver de seu verdadeiro caminho, tanto maior será a crise, mais ela precisa aprender, sendo que aprender significa incorporar novos valores e evoluir.

O impulso inicial é de abandonar tudo, de começar uma nova carreira, de preferência num rumo oposto ao já percorrido: o engenheiro surta e resolve virar artista, o administrador de empresas almeja ser terapeuta, o artista decide ser empresário, o médico se frustra e não sabe o que fazer, enfim, as possibilidades são muitas e a lista é praticamente interminável.

Muitas vezes, a mudança precisa ser radical, mas nem sempre isto é necessário. A sabedoria consiste em não descartar a experiência prévia, mas em procurar transformá-la, despertando em si próprio uma nova consciência.

Mas como isso é possível? Hoje em dia existem inúmeras formas de agregar conhecimento e redirecionar carreiras. O profissional de engenharia insatisfeito pode exercitar seu lado artístico elaborando projetos mais criativos, fazendo cursos que permitam que ele migre aos poucos de área, ou até mesmo de emprego, até achar seu verdadeiro nicho de trabalho e se sentir realizado novamente. Outra possibilidade é investir na arte como um “hobby”. Com toda certeza, o simples fato de entrar em contato com sua criatividade, trará mudanças para sua vida como um todo, inclusive no lado profissional.

O profissional de uma área técnica que sente um apelo interno para “cuidar do outro”, nem sempre precisa se transformar em terapeuta. Ele pode seguir caminhos alternativos, como participar de grupos de apoio, trabalho voluntário em creches ou asilos, ou até mesmo fazer cursos de massagem, florais ou REIKI, entre outros, que o habilitem a minimizar o sofrimento das pessoas mais chegadas, e descobrir com isso se este é seu verdadeiro caminho. O “cuidar do outro” preencherá sua alma e seu espírito e certamente despertará nele mesmo um grande potencial de transformação.

Vamos falar um pouco do outro lado da moeda: o artista que se cansa de expressar sua arte e não ser reconhecido. Ele decide abandoná-la por um trabalho convencional. A biografia dos grandes talentos nos mostra como na maioria das vezes eles tiveram que “batalhar” em empregos até alcançar o reconhecimento e poder viver exclusivamente de sua arte. É IMPORTANTE NOTAR QUE ELES NUNCA DESISTIRAM DELA!

Muitas vezes a solução passa pelo caminho intermediário: trazer disciplina e organização à produção artística.

O médico que se desilude com a medicina, entra em crise e pensa em abandonar a carreira, pode buscar antes de tudo uma ampliação de sua própria forma de ver o ser humano e, com isso, trazer grandes mudanças na sua maneira de encarar e de atuar com os pacientes.

A verdade é que TODOS NÓS passamos em algum momento de nossas vidas por este questionamento interno, mesmo que amemos nossa profissão: ESTOU NO RUMO CERTO?

Dicas para superar a crise de vocação:

1) Se você estiver insatisfeita com sua profissão, antes de abandoná-la definitivamente tente descobrir que caminhos alternativos ela apresenta. Faça cursos, direta ou indiretamente ligados à profissão, mas acima de tudo invista em você mesma.

2) Procure identificar o que lhe falta, qual a origem de seu vazio interno. Feito isso, veja se é possível preenchê-lo dentro de sua profissão ou se existe alguma forma de preenchê-lo com uma atividade extra-profissional ou com um hobby.

3) Se após estas tentativas você perceber que está irremediavelmente distante de sua vocação, trace um esquema de transição e tenha em mente que as etapas devem ser cumpridas paulatinamente. Procure restabelecer seu equilíbrio interno, faça cursos que a preparem para a nova carreira, invista e confie em si própria, tanto no campo profissional quanto no desenvolvimento pessoal.

4) Florais indicados para despertar a verdadeira vocação:

– Sistema Floral de Bach: WILD OAT

– Sistema Floral de Minas: ORIGANUM

– Sistema Floral de Saint Germain: PAU-BRASIL

Não tenha medo de ouvir sua voz interior, ela está sempre certa!!!

Laura Magalhães – Terapeuta Holística – CRT 31217

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Tel.: (11) 5542-2220 ou 5044-2821

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